Grandes consequências começam com pequenas transgressões



Nosso país anseia por mudanças radicais, mas elas não virão tão cedo. A culpa é daqueles que desejam essas mudanças e reclamam das grandes consequências, mas continuam a praticar pequenas transgressões.

O trânsito pode ser um medidor do comportamento transgressor das pessoas: acabou a gentileza, acabou o respeito, e a vantagem nas costas do próximo é disputada.

O modelo de comportamento no metrô é a lei do mais esperto; jovens ainda ocupam o lugar de idosos e salve-se quem puder em horário de pico.

Reclamar de políticos corruptos e assombrar-se a cada dia é ignorar aquilo que é feito em nosso espaço de vida.

As torcidas ainda se agridem, lixo é jogado pela janela de veículos em estradas, vagas de deficientes e idosos são utilizadas por quem não tem nenhum desses direitos, para-se o veículo em local não permitido, pratica-se o “eu cuido do meu e que se dane o seu”.

A corrupção do país não está lá no topo da política, está na base do povo. É preciso mudar o povo para mudar a política, pois a política não vai mudar o povo.

Somos presas fáceis de nossas pequenas transgressões diárias; os políticos corruptos são uma expandida causa e também o efeito de nossa conduta como cidadãos.

Enquanto a luz do mérito de respeito à Pátria não iluminar a mente das pessoas, bandidos, corruptos e corruptores serão manchetes nos noticiários, tomando lugar daqueles que salvam vidas, fazem história e doam o melhor de si sem pensar em si.

A pequena transgressão de hoje pode ser a lágrima cívica de amanhã. Vigie suas pequenas transgressões, e o País estará em boas mãos no futuro.

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