O Fiscal de Dória




O Prefeito da cidade de São Paulo, João Dória Jr., tem replicado em sua gestão os mesmos conceitos que fizeram dele um empresário bem-sucedido.

Além disto, sepultou com bala de prata e alho a velha fórmula política de governar e avança de uma maneira que eu chamaria de “velocidade de dobra” nas realizações que a cidade precisa para fazer justiça a seu posto de uma das maiores cidades do mundo. Segundo algumas publicações especializadas: 1º Tóquio, 2º Deli, 3º São Paulo.

Atualmente com cerca de 12 milhões de habitantes, a cidade precisa dar conta de vigiar uma imensa quantidade de fatos que ainda acontecem longe dos olhos das autoridades, permitindo que muitos infratores sigam impunes: aqueles que param em vagas de deficiente, os que estacionam em local proibido, os que param em cima da faixa de pedestre ou avançam o sinal vermelho; os caminhões e ônibus que poluem, os veículos sem condição de transitar, que terminam por causar acidentes, os veículos abandonados em vias públicas e tantos outros problemas que, somados, causam um transtorno imenso para o cidadão e um prejuízo enorme aos cofres públicos por não serem detectados.

Prefeito João Dória Jr., nesta sua gestão futurista, lance: O Fiscal do Dória. 

Muito simples: através de um breve cadastro sigiloso na Prefeitura, o cidadão fica licenciado a enviar  fotos e filmagens de flagrantes de infrações que, depois de avaliadas, gerem uma multa ao infrator. Esses cidadãos cadastrados passariam a ser Fiscais do Dória. As pessoas que colaborassem com o programa poderiam receber um incentivo de desconto percentual em seu IPTU relativo ao valor da multa aplicada ao infrator, ou qualquer outro bônus que reconhecesse a cidadania de quem denuncia abusos à sociedade e à cidade – ou, ainda, incentivo algum: fariam isso por amor à cidade, assim como eu.

V. Exa. teria, de imediato, assim como a cidade, no mínimo um milhão de vigilantes cívicos, e a Prefeitura aumentaria sua arrecadação exponencialmente.

Esta sugestão vem da minha indignação de tanto assistir, todos os dias, a verdadeiras barbáries nas ruas da cidade que ficam sem nenhuma punição – e tenho absoluta certeza de que, como eu, muitos cidadãos da cidade também moem seu fígado com essa indignação e nada podem fazer.

Recentemente auxiliei uma senhora numa escala intrépida para entrar num estabelecimento em razão de um “deficiente cívico” ter ocupado clandestinamente a vaga destinada somente a deficientes físicos, um fato lastimável para uma cidade como São Paulo e seu projeto de cidadania.

Serei o primeiro a me cadastrar como Fiscal do Dória.

Cesar Romão
Escritor e Palestrante

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