Lula e a “Carta Aberta” que ele não escreveu



O ex-presidente Lula em meio ao trauma causado em toda nação com sua posse como ministro envia uma “Carta Aberta” no estilo sombrio do “lulinha paz e amor”, que por muito iludiu o Brasil.

Quem ler a carta saberá já nas primeiras linhas que não foi ele quem escreveu e a razão é simples: não tem nenhum palavrão, ele não está ofendendo ninguém, ele não está ameaçando ninguém e não está cobrando autoritarismo de ninguém.

Apela para sua condição simples que fascinou o Brasil em suas eleições como presidente: “não tive acesso a grandes estudos formais, como sabem os brasileiros. Não sou doutor, letrado...”.

Mas ele tem dois diplomas de Presidente da Republica, duas dezenas de títulos Honoris Causa e teve tempo de estudar se quisesse depois de sua eleição. Além de ser segundo ele mesmo, o palestrante mais bem pago do mundo, a frente de Bill Clinton.

Isto não foi uma “Carta Aberta”, foi uma carta fechada, uma tentativa de retomar nossa confiança com o mesmo truque do passado, que hoje sabemos que era uma mentira e escondia o verdadeiro Lula.

Finaliza a carta: “Justiça, simplesmente justiça, é o que espero...” Nós também nobre ex-presidente, temos o mesmo anseio e esperança que o senhor: justiça, simplesmente justiça é o que esperamos.

Pessoalmente não acredito que o cargo de ministro vá protegê-lo de nossa Dama da Justiça, mas Vossa Excelência tem outra opção a considerar: recentemente alguns ex-chefes de Estado e do governo de diversos países da Europa e América Latina publicaram uma declaração de apoio ao senhor, dentre os 14 primeiros signatários estão: José “Pepe” Mujica, ex-presidente do Uruguai, Cristina Kirchnner, ex-presidente da Argentina e Felipe González, ex-presidente do governo da Espanha.

Solicite asilo político para um deles ou para todos eles. Claro que eles ainda não sabem da realidade que todos os Brasileiros descobriram, mas enquanto não descobrirem o senhor terá uma boa vida por lá.

Deixe a cena política de nosso país, peça asilo aos que tanto ajudou no passado e que tanto te admiram, permita que a democracia siga seu curso e não a afronte mais com seu autoritarismo.

O Brasil não é seu, é do povo. Sou Cesar Romão, apenas um brasileiro.
  

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