Decisão pela Educação



O processo de escolarização da rede pública teve seu processo de expansão promissor entre 1970 e 1980.

Apesar dos esforços de governos ao longo deste período até os dias de hoje, o Brasil ainda ocupa lamentavelmente o 53º posicionamento no termo educação, segundo 65 países que foram avaliados pelo PISA.

Não é algo triste, é algo humilhante ao país, muito pior do que os 7 x 1 da Alemanha, que gerou mais comentário em uma semana do que a educação em dezenas de anos.

Em média mais de 700 mil crianças permanecem aguardando uma vaga na escola ou estão fora delas, temos um analfabetismo funcional em torno de 26%, um índice de 30% dos alunos que atingem escolarização não conseguem ler, 18% dos alunos do ensino fundamental não possuem capacitação para ler e interpretar textos.

Desnecessário mencionar o gargalo salarial de nossos professores, que se tornou um dos pontos frágeis para deixá-los “congelados” no servir para educar.

A educação tem de acompanhar a evolução sinérgica da sociedade moderna e deste novo modelo de mundo. A sociedade vem tomando um posicionamento que está deixando distante a educação, não por força de seu egoísmo, mas por inabilidade dos pensantes sobre criarem uma força, um impulso que permita a evolução social andar lado a lado com a educação.

Chega de procurar o culpado é hora de trabalhar pelo ajuste desta situação, chega de cobrar professores por não executarem um papel que caberia aos pais, ao estado e no conjunto geral a própria sociedade.

Criticar o sistema não o faz melhor nem pior, apenas o deixa cada vez mais “leproso” para ser discutido e favorecido com soluções.

Apostilar professores e alunos não é educar ou melhorar a produção do ensino, capacitar professores e capacitar alunos com o melhor e mais moderno sistema de conhecimento possível de ser aplicado para transformação nutritiva da sociedade é uma das características do educar.

Nosso crescimento econômico, mesmo abaixo quatro vezes em % do primeiro lugar, ainda permite com folga maciços investimentos no campo da educação, os quais ficam sendo destinados a portos em outros países e perdão de países devedores com um dinheiro que não é do estado ou da presidência da republica, mas sim do povo.

Não há mosteiro sem o mestre, não há educação sem o professor, sua qualificação é a perpetuação da mão que embala o berço e escreve o destino de uma nação, a educação.

Atualizar professores não é o suficiente, colocar uma peça moderna num veículo não lhe dá um ano a mais no seu certificado de fabricação. Temos de envolvê-los num processo de total capacitação com geração de conhecimento aplicável aos alunos e a sociedade.

É necessário afastar qualquer tipo de corporativismo dos processos educacionais e deixar que os que vivenciam a educação possam cuidar dela e fazê-la ainda melhor.

A instrução das pessoas não afasta os empregos mais simples do mercado, apenas torna melhores as pessoas que estão nos empregos mais simples que a partir da instrução podem fazer mais e melhor.

Não se educa em estádios de futebol tendo nas costas com relação à alfabetização de crianças até 8 anos o mais infame desempenho pelo IDEB e uma média de pontuação de 4,5 dos estudantes brasileiros nos índices de aprovação numa escala de 10.

Fique comigo que eu estarei com você.

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