Ainda não acredito na Urna Eletrônica




O povo vota cada vez mais de maneira consciente, mas não acredito que a Urna Eletrônica seja segura para manter este voto onde ele deveria estar.


Países como EUA questionam a segurança, Holanda voltou às cédulas de papel, Paraguai vetou o uso delas, na Venezuela a suspeita de fraudes é imensa e ainda há indícios que Cuba controlaria os resultados em direção a seus interesses, a França para manter transparência em sua eleição dispensou o uso delas. Um número elevado de países afirma não haver segurança suficiente neste equipamento para decidir uma eleição.


Um Hacker de apenas 19 anos no Rio de Janeiro, chegou a interceptar os dados alimentadores do sistema de totalização e após o atraso do envio deles diretamente aos computadores da Justiça Eleitoral, alterou os resultados em benefício de alguns candidatos e em prejuízo de outros, uma atividade que não foi detectada.


Segundo ele que foi identificado pela Polícia Federal: “a gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos fazemos nosso trabalho. Modificamos resultados mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada.” Este está preso, mas quantos outros mais hábeis e possivelmente contratados por partidos estão soltos pelo mercado eleitoral.


Como impedir uma ação de invasão no sistema que venha num click transformar votos nulos em úteis para algum candidato, diante de tanta tecnologia as coisas ficam sem fronteiras.


Todos os testes de segurança realizados até hoje com este equipamento segundo especialistas deixam uma elevada margem de vulnerabilidade em questão de segurança. O espetáculo do voto anunciado pelo governo não tem a garantia necessária para retratar fielmente a vontade popular do povo brasileiro manifestada através da Urna Eletrônica.


Talvez o voto impresso através deste equipamento seja uma maneira de inibir e amenizar as suspeitas de fraudes, mas a pessoa imprime o voto e daí? Leva para casa e perde, assim como perde a memória em quem votou na eleição passada. 


Talvez ainda votar na urna eletrônica e depositar uma via do voto impresso em outra urna paralela, criando uma sensação de veracidade no caso de uma necessária recontagem de votos, a qual voltaria à contagem manual e vigiada, que atrasaria os resultados das eleições, mas não a democracia do país.


Uma democracia é construída de maneira estranha, mas não pode perder seu foco, não podemos criar uma lei que obrigue os pais amarem seus filhos e se não o fizerem os filhos podem recorrer ao estado para processarem seus pais. 


Equipamentos avançados para que a democracia possa fazer-se realidade numa eleição são necessários, mas precisam ter segurança máxima para retratar aquilo que está no desejo do povo.


Que as possíveis fraudes nas Urnas Eletrônicas não venham a ser mais um dos terríveis escândalos deste país que tanto clama por uma Pátria cada vez mais justa e perfeita.


Fique comigo que eu estarei com você...


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