A confiança ainda existe




Numa manhã eu entrava na padaria perto de minha casa, uma mulher mendigava na porta por alguns reais, afirmando que precisava comprar leite e pão para seus filhos que choravam em seu barraco.

Muitas pessoas entravam e saiam da padaria sem praticamente notá-la, afinal vemos esta cena a cada metro na cidade de São Paulo.

Quando passei por ela, seu rosto surrado pela vida, fez saltar um leve sorriso em minha direção e logo repetiu o que disse à todos que ali passavam.

Eu perguntei à ela se poderia confiar no que estava dizendo, ela respondeu:

- "pode confiar, eu juro que é verdade".

Ao sair dei-lhe um bom valor em dinheiro, seus olhos saltaram com um brilho de alegria e suas mãos tremulas quase nem podiam segurar as notas.

Alguns poucos minutos depois de sair da padaria, tive de voltar, pois havia esquecido de comprar algo que meu filho pediu justamente para não esquecer, é ai que a gente esquece. 

Ao aproximar-me da padaria, a mulher cruzou comigo, tinha nas mãos sacolas da padaria, parou na minha frente mostrou tudo que estava nas sacolas e disse:

- "veja, eu comprei o que lhe disse, eu não menti, era verdade, agora vou correndo para casa cuidar de meus meninos..."

Talvez a Confiança esteja em decadência pelo simples fato de que deveria ter um ponto de partida: o nosso coração.

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